A Felicidade de quem vive com pouco

Existe uma simplicidade na maneira de ser e de estar do povo moçambicano. Nas próximas duas imagens que aqui apresento, pedi autorização para fotografar, a qual prontamente me foi dada, sem quaisquer pedidos de satisfação. A maneira descontraída que reagem perante uma máquina fotográfica é surpreendente. É natural. Não fazem poses, não fazem sorrisos forçados. Continuam as suas vidas como se nada fosse. Este à vontade é díficil encontrar na Europa. Repare-se no vendedor de bananas. A sua pose descontraída. E a imagem das duas mulheres e a criança encostada à parede.

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Nos arredores do mercado de Xipamanine. À sombra de um toldo de madeira, um rapaz moçambicano aguarda clientes para os seus montículos de bananas, cuidadosamente expostos. Maputo, Junho de 2016

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No alpendre de uma vivenda térrea de estilo colonial, uma mulher trança os cabelos da outra, conversando descontraidamente, enquanto o menino descansa encostado à parede. Agosto de 2016, Ilha de Moçambique

Enquanto atravessava o caminho pedonal de um parque na Ilha de Moçambique, avistei um homem de motorizada. Fotografei. Esta imagem, tão espontânea e alegre consegue retratar perfeitamente este espírito que aqui vos falo.

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Homem posa espontaneamente enquanto conduz uma motorizada no caminho pedonal do parque da lado «Pedra e Cal» da Ilha de Moçambique. Agosto de 2016, Ilha de Moçambique

Minutos antes, tinha fotografado um jovem a fazer uma pirueta numa pequena praia entre a fortaleza de S. Sebastião e as ruínas de um armazém. É com esta imagem que termino este artigo e pretendo partilhar uma lição africana.

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Existe sempre tempo e espaço para a felicidade. Tanto nos dias mais cinzentos como naqueles em que tudo o que está à nossa volta parece que está prestes a ruir. A felicidade depende apenas de nós (ui ui, mais um daqueles momentos de inspiração!).

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One thought on “A Felicidade de quem vive com pouco

  1. Dá que pensar, este artigo. Perante esta simplicidade e alegria, a nossa civilização parece ser uma carga bem pesada! Muito interessante! 🙂

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